Esse cruzeiro tem sido difícil.
Apesar de eu já estar me acostumando com o trabalho e me programando melhor,
todos os portos até agora foram com tenders. Isso significa que o navio não para no cais, mas ancora a alguns quilometros no meio do mar.
Cada tender (que também é um barco salva-vidas) leva em torno de 100 pessoas e ao menos meia hora pra fazer uma viagem de ida, o que faz o processo de desembarque muito lento e chato.
Além do mais, na hora de voltar, a maioria decide voltar junto, nos últimos horários, o que geralmente gera um atraso.
Só nesse cruzeiro foram 5 dias assim.
Meu celular está com um chip da Vodafone da Australia, e pode receber ligações ou mensagem de texto.
O curioso é que comprei um cartão pré-pago e acidentalmente utilizei a internet para baixar e-mails.
Talvez tenha vindo com alguns megabytes de brinde, por que agora não dá pra usar mais... hehe
Estou trabalhando bastante. Umas 9 ou 10 horas por dia.
Esses dias, quando voltava de um tender já meio atrasado, tive q passar pela segurança do navio e pela maquina de raios-x. Coloquei minha mochila com
meu computador primeiro e depois minha camera, pois estava voltando de um tour.
Tudo beleza, nada apitou, dae resolvi colocar minha camera na mochila e deixa aberta, já que estava a poucos metros da minha cabine. A desgraça foi que na hora que fui colocar a
mochila nas costas e camera (pesando mais ou menos 3 quilos com a lente) caiu no chão de uma altura aproximada de 1,5m e fazendo um barulhão. A lente, era uma 17-55mm 2.8, que custa cerca de 1,400.00 dolares. O corpo, Nikon D300s, que vale 1,600.00 dolares.
Peguei rapidamente do chão e olhei em tudo pra ver se tinha quebrado.
A surpresa? A camera estava intacta e somente o parassol rachou, que é a parte de plástico que fica na frente da lente e custa 30 dolares.
Descobri depois que a sapata do flash (que é feita de ferro) também amassou devido ao impacto e por isso tive muito trabalho pra conseguir abrir espaço pro flash entrar de novo.
Mas fiquei muito chateado com isso e contei para o meu manager, que disse que o importante é a camera estar funcionando.
Já tinha lido antes alguns relatos da resistencia das cameras Nikon. Mas isso foi para mim, além de surpreendente, um motivo de satisfação por ser um fiel usuário da marca.
Sempre tive o maior cuidado com os equipamentos, o que me rendeu a nota máxima nesse quesito no último contrato. E pouco antes dessa tragédia, tinha ficado um tempão limpando a lente e a camera.
Tirei algumas fotos boas e estou pensando em colocar no flickr e facebook, assim que tiver uma internet razoavelmente rápida.
Sobre a Australia o que posso falar é que é um lugar maravilhoso.
Pra começar, sempre pensamos que os países da Europa são melhores que o Brasil por que não têm tanta desigualdade.
Mas se vocês conhecerem os países que eu conheci como alguns lugares no Caribe e nas Ilhas Fiji, vão entender que a colonização que ajuda a enriquecer países como a Inglaterra ou
a França, faz os lugares mais bonitos do planeta terem uma cara horrível pela pobreza e desigualdade absurda em que ainda vivem.
Para vocês terem uma ideia, em uma das cidades de Fiji, conversei com um residente local e ele me disse que nas praias turísticas os negros não podem frequentar. Incrível, em um lugar com a maioria sendo negra.
Fora que a pobreza faz a malandragem aparecer, quando taxistas cobram absurdos pra te levar em um lugar que você poderia ir andando.
Se bem que ouvi uma menina da Ucrania dizer que foi pra Fortaleza uma vez e aconteceu isso com ela.
Ela ficou com uma má imagem do nosso país e é isso que acontece quando se tem muita gente que depende do turismo pra sobreviver.
Então chego na Australia e vejo um país que era um lugar para onde se mandavam presos ingleses se tornar um país limpo, rico e preservado.
Eles tem uma política muito rigorosa sobre a entrada de alimentos e frutas ou sementes no país. Tudo isso para proteger a flora e a fauna local que são únicas.
O clima é parecido com o Brasil. Tem muito sol e muito verde. Eles também plantam cana-de-açúcar aqui!
Fiz um tour na cidade de Arlie Beach, em que fomos para o Rio Persephone para ver crocodilos.
Vimos os crocodilos e uma porção de pássaros exóticos em seu habitat natural, o que é uma coisa boa de saber que ainda existe por aí.
O guia era um expert em selva e nos mostrou uma cobra que não é perigosa. Tirei uma foto, mas a velhinha que ia tirar uma de mim lá não sabia apertar o botão da camera.
Tirei fotos legais também de um sapinho minúsculo que fica nas árvores e o mais legal foi ver um monte de wallabis, que são parecidos com cangurus mas menores, soltos e olhando pra gente de longe.
Meu amigo viu tudo isso em um zoológico depois e tirou fotos melhores que as minhas, mas aposto que o meu foi mais interessante.
Ainda tivemos churrasco, seguido de chá e bolo que foram feitos em uma fogueira. (não tem energia lá e nem esgoto!)
A parte ruim foi o gosto das coisas e o número de mosquitos que apareciam de diferente tamanhos para incomodar. Haja repelente!
Também não consegui entender muita coisa que o guia falava... Só lembro dele falando que o crocks aguentam até seis horas embaixo d'água.
E também de uma folha de uma árvore que absorve oxigenio e é boa pra pescar, descoberta pelos aborigenes.
Estou gostando muito da Australia, mesmo sabendo que o Brasil tem muita coisa parecida e rica também.
Ainda faremos um cruzeiro que dá a volta na Australia e que dura trinta dias. Aí vou ter bastante coisa pra fotografar e contar.
Até mais!
Quando der...
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
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Nossa, lembrei da gente conversando e eu discutindo com vc sobre os tenders!!! Hahahaha
ResponderExcluirA Austrália é um lugar q eu ainda vou conhecer...ver os cangurus, Sidney, menos os crocodilos e as cobras, essa eu passo!!! Hahahahaha
Gui, aproveita bastante...e as suas fotos são as melhores tá?? Não se preocupe!!! Hahaha
Se cuida!!!
Beijos