terça-feira, 24 de março de 2009
Peça de 3 leituras possíveis.
"Para o Dia das Mães..."
Saudade da velha casa
Que me cheira cada vez mais nova
A família que ainda tenho
Os vícios que abdiquei
Não sei se sou desprivilegiado
Ou um anjo abençoado
Mandai-me força minha mãe
Para suportar a tua ausência
E relembrar em devaneios
As vozes de sua paciência
E a liberdade a que me referi
A vida que sonhei, eu sei
Nem tudo é sombra fresca
Quanto a infância que vivi junto de ti.
Drago, William – 05/2004.
"Consciência"
Todo mundo trai
É impossível amar para sempre
Todo mundo mente
É impossível confiar sempre
Todo mundo envelhece
É impossível viver para sempre
Todo mundo chora
É impossível sorrir sempre
-----
Nem todo mundo ama
Nem todos confiam em alguém
Poucos sabem viver,
Apenas existem
Mas toda gente que sente
Há de sorrir um dia.
William Drago, 14/05/2004.
"Arte é Sentir"
Passava todo dia pela praça
E nem me distraía com a graça
Dos artistas de rua
competindo com a lua
Pra ver quem dava mais luz
E então naquele dia
desatento eu parecia
que acabei caindo
numa dança de cantar
Os artistas de rua
não vão mais pra casa
A alegria é trabalho
e é na praça que eles vão trabalhar.
Os artistas de rua
Que dedicam toda vida
Já não sabem qual a sua
melhor interpretação
E antes de chegar em casa
Percebi que de nada vivo
Se não sirvo de alegria para alguém
Quando sentei na grande mesa
A familia e a certeza
Que tranquilo eu estava em cuidar
do que era meu...
Em vez de ir pra cama
despi-me do pijama
e fui pra rua relaxar
Sentado num banco ou no chão
vendo as pessoas que passam
E a luz que ilumina o coração
Verdade os que dizem
que pensam e que acham
Que a noite acabou em violão
William Drago
"A Dor Despercebida"
"A Dor Despercebida"
Por que meus planos nunca dão certo?
Por quê é que minha vida é tão injusta?
Viver de apelos, viver de angústia.
Viver no escuro, mesmo em céu aberto.
Não tenho chance pra estar apaixonado,
Não tenho provas pra saber se você gosta.
Mas imagino você sempre ao meu lado
Imagino nossa vida mais composta.
De propostas já não me valho mais,
Nem juras pra dizer o quanto eu quero
Eu fujo e tento não correr atrás
E com isso quase entro em desespero.
Sufoco de ciúmes e quase morro
Invejo o que é mais belo do que eu,
Você me aparece e parece o meu socorro
E recupera meu amor que é todo seu.
Eu canso de viver isso escondido
Não existe amor proibido
Quero meu mundo decidido
Eu com você, você comigo.
William Drago.


