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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ciclismo

Ciclismo: Problema ou Solução?

Artur Nogueira é uma cidade pequena, com aproximadamente 44 mil habitantes, que tem uma larga área plana – o que seria ideal para o ciclismo -, que vai desde as entradas para quem chega de Cosmópolis ou Limeira, passando pelo centro antigo, até as saídas para Holambra ou Mogi-Mirim. A proximidade e o nivelamento são perfeitos para o uso de bicicleta no dia-a-dia nogueirense.

Em países como a Holanda, na Europa, por exemplo, o uso desse meio de transporte é preferencial, quando se trata de pequenas distâncias, pois as ruas são estreitas, o que dificulta a passagem de automóveis. Outro argumento a favor é a qualidade de vida, pois além de ser saudável, andar de bicicleta não causa nenhum dano ao meio ambiente.

É sabido que o trânsito de carros se tornou um problema para a vida urbana, basta tomar como exemplo, cidades como São Paulo ou Londres, esta última que conta, inclusive, com um pedágio para desafogar o tráfego na parte central da cidade. Engarrafamentos, poluição e outros problemas como acidentes seriam argumentos suficientes para deixar o carro em casa e sair pedalando pelas ruas.

Acontece que o ciclista também tem seus contratempos. Não existem ciclovias suficientes, além de estarem muitas vezes ocupadas por veículos, nem lugares para se estacionar com segurança, regras e, certas vezes, tampouco respeito e isso acarreta em um outro entrave, que é a falta de disposição e necessidade de conforto que a sociedade cada vez mais se vê apegada.

Os motoristas também têm o seu lado, pois mesmo quando estão seguindo as leis, se deparam com bicicletas atrapalhando o trânsito trazendo risco de acidentes, disputando espaço em ruas apertadas, andando na contramão, surgindo de todos os lados e muitas vezes estacionadas junto à sarjeta, o que impossibilita o carro de parar e poder abrir a porta para um passageiro descer.

É por isso que o ciclismo pode ser enxergado como um problema, tanto quanto uma solução. Talvez seja necessário pegar a bicicleta e dar uma volta por aí para refletir e, quem sabe, encontrar uma saída.

Matéria publicada no Jornal Mais (edição 71) em 06.06.2009, por Guilherme Coelho.

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